“Oh snap”
No sábado fui ver o filme “Shutter Island”. Sem qualquer expectativa sobre o filme ou as personagens, deixei-me maravilhar pelo sentido obscuro do enredo. Desde já tenho a dizer que adorei o filme, mesmo sendo suspeita pois o filme é praticamente todo baseado numa das minhas grandes paixões, a psicopatologia em criminosos violentos.
O filme em si é genial, tanto na escolha das personagens como no desenrolar da história. Genialmente genial foi a citação de uma das personagens “God loves violence”. E porque é tão genial? Porque nós somos simples marionetas auto-destrutivas para o encanto de um deus que tudo nos dá para que isso aconteça. A raiva, a dor, o rancor, o medo, são tudo ingredientes da sua refeição preferida. E quando está aborrecido o que faz? Furacões, dilúvios, sismos, a pitada de sal no final da refeição para seu deleite.
Pontos negativos… Talvez a ênfase dada ao trabalho dos psiquiatras (e os psicólogos pah?) e também a banda sonora (parecia que se estava a dar inicio ao filme “The grudge” ou algo do género). Além disso fiquei desapontada com o final do filme (Oh snap!) pois é exactamente igual ao final do livro que ando a escrever há mais de um ano. Agora vou ter de me debruçar num final alternativo. Mesmo assim vejam, é delicioso.
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